Bienal de Luanda quer promover cultura da paz no continente africano

Organizado pelo governo de Angola, União Africana e Unesco, a Bienal de Luanda irá ser acontecer entre os dias 18 e 22 de Setembro. O evento visa desenvolver e consolidar uma cultura de Paz e não-violência, desencadeando um movimento pan-Africano que promova a diversidade cultural e a unidade africana.


Prevista para acontecer entre os dias 19 e 22 de setembro, a I Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz reunirá representantes de governos, da sociedade civil, do setor privado, da comunidade artística e científica, instituições acadêmicas e organizações internacionais.

As atividades e discussões serão divididas em quatro eixos que irão ser desenvolvidos em diferentes espaços na capital do país. O primeiro é um “Fórum de Ideias e da Juventude”, que promove a disseminação de boas práticas e soluções para a prevenção, gestão e mitigação de conflitos. O segundo é um “Festival de Culturas”, onde os países africanos e a diáspora poderão mostrar a sua diversidade cultural e a capacidade de resiliência aos conflitos e violência. O terceiro eixo está voltado para a “Aliança de Culturas e Desportos pela Paz”, reunindo eventos culturais, esportivos e musicais internacionais voltados para a promoção da paz .O quarto eixo está voltado para construir uma “Aliança de Parceiros para a Cultura da Paz na África”, que visa a mobilização de recursos e parceiros para desenvolver projetos e iniciativas de maior escala que se mostraram bem-sucedidos no continente africano.

A I edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, irá reunir 16 países africanos. Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, RDC, Namíbia, África do Sul, Brasil e Itália já confirmaram as suas presenças na Bienal de Luanda.  Os organizadores esperam receber 600 participantes internacionais.

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Carolina Cerqueira

De acordo a ministra de Estado para a Área Social de Angola, Carolina Cerqueira, a Bienal vai promover a imagem de África como continente berço da humanidade e a sua contribuição para a paz mundial, a amizade e fraternidade entre os povos das mais diferentes latitudes.

A escolha de Luanda como a sede da Bienal foi consequência de um diálogo iniciado durante o Fórum Pan-Africano: fontes e Recursos para uma Cultura de Paz, realizado em março de 2013 na capital angolana.

Leia o relatório oficial do evento

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