Acordo preferencial eleva exportações sul-africanas ao Brasil

Shanaaz Ebrahim tratou sobre as oportunidades para produtores sul-africanos

As exportações sul-africanas para o Brasil aumentaram de US$483 milhões em 2017 para US$ 663 milhões em 2018. As informações foram reveladas pela representante econômica da África do Sul no Brasil, Shanaaz Ebrahim, durante a LAAD Defense & Security, maior feira de negócios de defesa e segurança da América Latina, que aconteceu no Rio de Janeiro.

Segundo a representante, o déficit da balança comercial sul-africana para o Brasil diminuiu de 1.2 bilhão para 700 milhões entre 2017 e 2018, e isso aconteceu devido ao acordo preferencial entre Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Aduaneira da África Austral (SACU, em inglês), assinado em 2016, que diminuiu e isentou taxas em produtos de importação.

“Isso nos oferece uma janela de oportunidade para penetrar no mercado brasileiro por meio desses produtos isentos de impostos e importação zero. As negociações deste acordo começaram em 2000”, contextualiza Ebrahim.

20 empresas sul-africanas apresentaram suas capacidades industriais no LAAD, que reuniu empresas nacionais e internacionais focadas em tecnologias, equipamentos e serviços para defesa e segurança.

“O acordo preferencial de comércio entre a União Aduaneira da África Austral e o Mercado Comum do Sul nos levou a um aumento das exportações sul-africanas para o Brasil”

“Também gostaria de pedir às nossas empresas para se questionem e se familiarizem com a lista de produtos isentos de direitos aduaneiros importados a 0%, pois isso os orientará sobre a viabilidade de seus produtos no mercado brasileiro e também os colocaria em melhor posição para obter benefícios imediatos, resultantes do acordo comercial preferencial entre SACU e Mercosul”, finaliza a representante.

Principais exportações 

Com o acordo, os países do Mercosul têm melhor acesso à um mercado consumidor de grande potencial de crescimento. Os principais setores produtivos que têm se beneficiado com este acordo estão: químico, têxtil, siderúrgico, plástico, automotivo, eletroeletrônico e de bens de capital, além de produtos agrícolas.

Leia também: Nigéria pretende estreitar laços comerciais no Brasil

O futuro da parceria

Em novembro deste ano, o Brasil será sede da 11ª Cúpula dos Brics, grupo que, além da África do Sul, fazem parte China, Índia e Rússia. No encontro, haverá uma série de reuniões e grupos de trabalho, onde há expectativa de novas parcerias serem firmadas.

Entretanto, alguns produtores sul-africanos têm acusado o Brasil de práticas comerciais desleais, ao despejar frango e açúcar no país. Estes setores solicitaram que o governo da África do Sul aplique tarifas mais altas nos produtos brasileiros.

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