África: Nova fronteira para os negócios internacionais

Nos últimos 15 anos, diversos países do continente africano passaram a experimentar crescimento econômico sem precedentes. Em 2015, a África alcançou taxa média de crescimento de 3,5% do PIB. A perspectiva é de que essa média alcance 4% em 2016 e 5% em 2017. Esses progressos resultam de um conjunto de avanços em diversos países: superação de conflitos internos; reconciliação nacional; fortalecimento de instituições democráticas; e boa governança, com a consequente adoção de políticas econômicas responsáveis, orientadas para a exploração racional dos imensos recursos do continente – que detém 60% do total mundial das terras aráveis ainda não cultivadas, imensas reservas de minerais preciosos e abundantes recursos energéticos. A eleição do Dr. Akinwumi Adesina como Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, em 2015, pode ser vista como corolário desse novo panorama e, ao mesmo tempo, fator de impulso para o aprofundamento desse ciclo virtuoso. Desde o início de sua gestão, o BAD passou a perseguir de forma mais direta o desenvolvimento econômico e social dos povos africanos, como pode ser evidenciado pela estratégia adotada pela instituição para os próximos dez anos, a qual contempla cinco prioridades (“High 5s”): iluminar, alimentar, industrializar e integrar a África e melhorar a qualidade de vida das suas populações. A despeito desse panorama favorável, poucas empresas brasileiras têm prospectado negócios na África, em contraste com a atuação de empresários de outros países. Os fóruns realizados anualmente pelo Instituto Brasil-África constituem oportunidade singular para transformar esse panorama. Esses eventos contam com a participação de altas autoridades do Brasil e de países e instituições intergovernamentais da África, bem como de empresários brasileiros e africanos e propiciam oportunidades de novos negócios. Ao promover sua realização, o Instituto Brasil-África reafirma seu pioneirismo e descortino e mostra-se coerente com sua missão, visão e objetivos.

 

 

As opiniões expressadas pelo autor não refletem necessariamente pontos de vista do Ministério das Relações Exteriores ou de outras entidades do Governo brasileiro.

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