América Latina e Caribe preparam transição para Economia Verde

Países da América Latina e do Caribe aprovaram um documento conjunto com compromissos para impulsionar o desenvolvimento sustentável no continente. A versão preliminar do  documento – o texto final será publicado na próxima semana – traz 22 sugestões.

Essas sugestões foram propostas pelos participantes da 1ª Conferência Ministerial Regional das Américas sobre Economia Verde, que aconteceu esta semana em Fortaleza.

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As recomendações estão distribuídas em quatro eixos: criação de políticas de transição e de ambiente legislativo para um modelo de economia verde; promoção do uso e aumento de escala de tecnologias inovadoras; aumento do papel do financiamento verde para assegurar recursos suficientes para o desenvolvimento sustentável; e a capacitação da sociedade para ações de desenvolvimento em nível nacional. “Para mudanças substantivas avançarem, as pessoas precisam remover as diferenças. É importante conversar e fazê-las entender o benefício da economia verde, que a adesão a práticas sustentáveis não as priva de oportunidades. Na verdade, abre perspectivas”, disse Edem Bakhshish,  coordenador regional do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul e membro da Organização Mundial para a Economia Verde.

Bakhshish acredita no potencial da América Latina e do Caribe para a  promoção do desenvolvimento sustentável. Contudo, ele lamenta a distribuição heterogênea das boas práticas na região.  “A vantagem é que os países da região estão dispostos a aprender com seus pares”, revela.

O presidente do Instituto Brasil África, João Bosco Monte, e Edem Bakhshish em pronunciamento ao final dos painéis da conferência. (Foto: Gomes Avilla/Ibraf)

“Aprendemos aqui que países que mantêm a disposição de continuar no diálogo estão no avanço. É um trabalho muito duro negociar uma agenda para o meio ambiente“, explica o presidente do Instituto Brasil África, João Bosco Monte, organizador brasileiro do evento. “As paixões não podem ser colocadas sobre os interesses individuais ou ideológicos das pessoas. A sustentabilidade, o meio ambiente, a diversidade estão na agenda de forma inexorável”.

Caminhos encontrados

Entre as ações sugeridas, estão o uso dos indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para medir o avanço nas políticas de transição para a economia verde, a integração das novas tecnologias da economia verde à economia azul e aos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas e o acompanhamento minucioso de políticas e de incentivos para que eles possam ser ajustados.

O documento também recomenda a otimização de impostos para facilitar o acesso a tecnologias inovadoras, a articulação entre governo, sociedade civil, empresas e consumidores para criar um ambiente positivo para inovações e a mudança na cultura de investidores privados por meio de novas ferramentas de financiamento verde, como os créditos de carbono e os bônus verdes.

A 1ª Conferência Ministerial Regional das Américas sobre Economia Verde foi organizado pela World Green Economy Organization (WGEO) – Organização Mundial da Economia Verde –, pelo Escritório de Cooperação Sul–Sul da Organização das Nações Unidas e pelo Instituto Brasil África.

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