Brasil coopera com o Zimbábue para desenvolver cultura do algodão

O Brasil ocupa lugares de destaque tanto na produção como na exportação de algodão, atraindo diversos parceiros interessados em fortalecer o setor algodoeiro.  O mais recente país a buscar o apoio do Brasil é o Zimbábue. Foi assinado um acordo entre os dois países para garantir capacitação e também a transferência de tecnologias brasileiras em algodão para o país africano. 

Representantes do Ministério de Terras,Agricultura,Água,Clima e Reassentamento Rural, com o embaixador do Zimbabwe no Brasil presente, e Melissa Scheidemantel à esequerda

A assinatura do projeto aconteceu em uma cerimônia no dia 12 de dezembro em Harare e  que contou com a participação do Ministério de Terras, Agricultura, Água e Reassentamento Rural do Zimbábue. Além da validação e da assinatura do documento, a delegação brasileira que foi ao país também pode validar a matriz lógica do projeto e a proposta de implantação

A equipe da ATLANTICO conversou com Melissa Scheidemantel, responsável pelos projetos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) no Zimbábue. Ela falou sobre a implementação da iniciativa e as relações entre os dois países. Melissa também apontou os pontos que serão trabalhados com a parceria, e como o Brasil deve contribuir para o desenvolvimento do setor algodoeiro zimbabuense. 

ATLANTICO – Em que consiste o projeto “Fortalecimento do Setor Algodoeiro do Zimbábue”?

Melissa Scheidemantel – O projeto tem como objetivo aumentar a produtividade da cultura algodoeira na região de Gokwe. Para tanto, a proposta de cooperação técnica consubstanciada neste Projeto envolve a execução de três componentes com os quais se pretende alcançar resultados interdependentes: a validação e difusão de tecnologias da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) para o cultivo do algodão; a capacitação de pesquisadores, extensionistas, técnicos locais e produtores líderes no uso e na difusão das tecnologias recomendadas e o fortalecimento de políticas públicas de agricultura familiar.

ATLANTICO –  A assinatura foi feita, qual é o próximo passo?

Melissa Scheidemantel – O documento de projeto encontra-se em fase final de assinatura. Tão logo seja concluído o processo de assinatura, pretende-se realizar a primeira missão técnica ao país, com o objetivo de realizar diagnóstico das instalações físicas, equipamentos e terras disponibilizadas pelas instituições parceiras para a instalação da Unidade Técnica Demonstrativa (UTD).

Foto: Agência Brasileira de Cooperação

ATLANTICO – Como surgiu a parceria? Existem atualmente outras parcerias com o Zimbábue?

Melissa Scheidemantel –A parceria surgiu a partir de uma demanda realizada pelo governo zimbabueano. Além da iniciativa, no âmbito do setor algodoeiro, foi firmado, em 2019, o Projeto de “Fortalecimento do Setor da Pecuária de Corte no Zimbábue”, no qual a Universidade Federal de Viçosa (UFV) atua como instituição brasileira cooperante. 

ATLANTICO –  O que esse projeto representa para as relações entre Brasil e Zimbábue?

Melissa Scheidemantel – Esse projeto representa o adensamento das relações entre o Brasil e o Zimbábue, por meio da troca de experiências e conhecimentos adquiridos por instituições brasileiras de reconhecida excelência no setor. . 

ATLANTICO – Quais os principais projetos da ABC com países africanos? Existem novos projetos a serem lançados esse ano?

Melissa Scheidemantel – Na área de fortalecimento do setor algodoeiro, a ABC implementa, atualmente, o “Programa Brasileiro de Apoio à Iniciativa do Algodão na África”, que compreende alguns projetos (ver mapa abaixo). Neste momento, encontram-se em negociação projetos de fortalecimento do setor algodoeiro no Benim, no Cameroun e na Etiópia. 

Múltiplos Parceiros

O projeto conta com cooperação de empresas e instituições brasileiras que irão compartilhar sua expertise com o país africano. A parceria conta entre o Brasil e o Zimbábue neste projeto tem o apoio  da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER-MG), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) e a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA).

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