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Egiptologia em destaque no Museu Nacional do Brasil

Pelo sétimo ano consecutivo o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, promove a Semana de Egiptologia. O evento deste ano é marcado pelos esforços em manter ativo o acervo do museu após o incêndio que o atingiu em 02 de setembro de 2018. “É uma forma de mostrar que a gente continua a trabalhar com egiptologia. Muita gente falava que agora acabou a egiptologia no Brasil. A egiptologia continua firme e forte. Sofremos um baque, mas continuamos. Resistimos”, declarou à Agência de Notícias Brasil Árabe (ANBA) Pedro Von Seehausen, doutorando em Arqueologia pelo Museu Nacional/UFRJ e um dos organizadores da Semana de Egiptologia.

A instituição vai expor no evento 11 peças egípcias que sobreviveram ao incêndio.vAté agora, mais de 300 peças relacionadas ao Egito já foram resgatadas. “Continuamos com a maior coleção de egiptologia do Brasil”, destacou Von Seehausen. Entre elas, está o escaravelho-coração da Sha Amun En Su. “Talvez seja essa seja uma das peças principais, porque nunca foi exposta ao público. Era o amuleto da Sha Amun En Su. O sarcófago estava fechado por 2.700 anos. Sabíamos da existência dele graças a uma tomografia. Quando houve o incêndio, fizemos um trabalho de pesquisa para conseguir encontrar o escaravelho junto com os outros oito amuletos”, revelou o pesquisador.

Pedro Von Seehausen (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Uma das peças que já faziam parte do acervo era uma múmia de 2 mil anos, que havia sido comprada por D. Pedro I. Conhecida como Múmia Romana, ela se perdeu no incêndio, mas com base em uma tomografia foi possível recriá-la em realidade virtual. A exibição da múmia será feita em parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro.E

Além das exibições, a Semana de Egiptologia terá uma grade de palestras e debates. Entre os pesquisadores que se apresentarão estão brasileiros e argentinos de diferentes instituições, incluindo o doutor Ivan Guermeur, da École Pratique des Hautes Études, de Paris, e a professora doutora Isabelle Régen, também da França, responsável pelas escavações de uma das maiores tumbas do Egito.

Para realizar o evento, o museu contou com apoio financeiro da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para conseguir trazer pesquisadores brasileiros, argentinos e franceses.

Eescaravelho-coração da Sha Amun En Su

O evento, que teve início na última segunda-feira (30) segue até 04 de outubro. A Semana está sendo realizada no auditório do Horto Botânico, prédio anexo ao Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O local já estava aberto à visitação do público, mas essa é a primeira vez que a imprensa terá acesso desde o incêndio.


Mais informações no site https://seshat.museunacional.ufrj.br/semna/

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