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Fogões a lenha estão ajudando a Zâmbia a reduzir perda florestal

Uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Global Environment Facility (GEF) junto ao governo da Zâmbia, está desenvolvendo fogões a lenha, que economizam energia e estão ajudando comunidades rurais a reduzir perda florestal, melhorando qualidade de vida e ajudando ao combate às mudanças climáticas. O projeto já chegou a mais de 5.000 famílias na Zâmbia Central, Ocidental e do Noroeste que agora usam os fogões.

Foto: Moses Zangar Jr/UNDP Zâmbia

“Os fogões, que economizam energia, vão transformar a forma como as mulheres cozinham nas comunidades rurais. Também ajudará a reduzir a perda florestal, salvar vidas, melhorar os meios de subsistência e proteger o meio ambiente ao mesmo tempo ”, diz Israel Dessalegne, Representante Residente do PNUD (ad interim) na Zâmbia.

Apenas quatro por cento da população rural da Zâmbia tem acesso à eletricidade e combustível de madeira ou carvão vegetal constituem uma importante fonte de energia para cozinhar, representando mais de 80 por cento do número total de famílias em todo o país. As informações são do Relatório da Pesquisa de Monitoramento das Condições de Vida do Escritório Central de Estatísticas de 2015.

O Governo da República da Zâmbia estabeleceu uma meta para o acesso universal à eletricidade para todos os zambianos até 2030. A energia foi identificada como uma importante força por trás do desenvolvimento econômico na Zâmbia, e o governo declarou seu compromisso de desenvolver e manter uma infraestrutura energética e de serviços.

RISCOS DE SAÚDE

Com eletricidade instável, muitas famílias rurais são frequentemente forçadas a depender de lenha ou de lanternas de parafina como fonte primária de iluminação,assim como queima de madeira, que emitem fuligem e fumaça nociva.

O uso de fogueiras e combustíveis sólidos para cozinhar é um dos problemas ambientais e de saúde mais urgentes do mundo, impactando diretamente quase metade da população mundial e causando quase 4 milhões de mortes prematuras a cada ano, segundo a Aliança Global para Fogões Limpos.

A iniciativa ajudou a reduzir a demanda por lenha em um país onde a taxa de desmatamento é de 250.000 a 300.000 por ano – uma das mais altas do mundo, de acordo com estatísticas da ONU.

ACEITAÇÃO POPULAR

Para encorajar mais domicílios a usar os fogões e, consequentemente, menos lenha, o projeto distribuiu duas cabras por família, com a exigência de que a residência construa um fogão de economia de energia antes de se beneficiar.

Em parceria com o Ministério da Energia, o projeto ensinou a um número seleto de beneficiários como construir e manter os fogões. Aqueles treinados estão passando o conhecimento para os outros.

Foto: UNCG/Zâmbia

O fogão – conhecido localmente como “bitofu byankunyi”, uma frase Kaonde (língua bantu falada primariamente na Zâmbia) significa um fogão que consome menos lenha para preparar alimentos, custa 100 kwacha zambianos (7 dólares), é construído a partir do solo e outras matérias-primas disponíveis localmente.

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