Países buscam construir resiliência após ciclones

Os quatro países do sul da África afetados pelos ciclones Idai e Kenneth ainda contabilizam perdas e buscam construir estratégias resilientes após grandes perdas humanas e materiais.  Durante um encontro de três dias que aconteceu essa semana em Harare, no Zimbábue, representantes dos governos desses países analisaram o status dos serviços de informações climáticas na região e buscaram desenvolver ações concretas para atividades econômicas, ecossistemas, assentamentos humanos e infraestrutura física à prova de mudanças climáticas. 

“A África Austral precisa agir agora e desenvolver capacidade dentro dos Estados-Membros para construir urgentemente a resiliência das economias da região, infra-estruturas, ecossistemas e comunidades, para que possam suportar os impactos das mudanças climáticas”, disse o Ministro das Terras, Agricultura e Reassentamento Rural do Zimbábue, Perrance Shiri. 

“Nós, do Interior, trabalhamos com organizações de monitoramento climático e climático, unidades de preparação para desastres e redução de riscos para fortalecer nossas estratégias nacionais e regionais para gerar e compartilhar informações climáticas confiáveis”, disse o Vice-ministro de Assuntos Internos do Zimbábue, Mike Madiro, que também participou do evento. 

“Precisamos ter fortes sistemas de alerta precoce para fornecer dados críticos para nos preparar para secas, inundações e tempestades e salvar vidas e minimizar danos econômicos”, complementa.

James Murombedzi, chefe do Centro Africano de Políticas Climáticas da ECA (ACPC , por sua vez, observou que as mudanças climáticas estavam se acelerando e era esperado um aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos e climáticos extremos.

“O ACPC compromete-se a trabalhar com governos e parceiros na região da SADC para apoiar iniciativas para desenvolver melhores práticas, desenvolver capacidades, mobilizar recursos para o desenvolvimento resiliente ao clima na região”, disse. 

Enquanto isso, o atendimento às vítimas dos ciclones ainda continua. “A comunidade está quase saudável novamente, mas há mais de 400 famílias que ainda estão trabalhando na reconstrução ou reparação de suas casas. Eles estão preocupados em terminar a construção a tempo antes da estação das chuvas e em construir casas mais fortes que não caiam”, afirmou Josefina Ambassi, chefe da Organização Internacional para as Migrações (OIM) na vila de Chipene, em Nampula, Moçambique. 

Segundo a IOM, 24.036 pessoas foram foram deslocadas para cinco centros de acomodação e um centro de transição. Os esforços da OIM para a recuperação na província de Cabo Delgado incluem apoio a 3.000 famílias para reconstruir casas mais duráveis e reabilitação de escolas primárias e de uma clínica de saúde na área costeira de Mucojo, área fortemente afetada. Os esforços recebem colaboração do governo do País e de parceiros humanitários.

Chico Carneiro, entre Amazônia e Moçambique, tudo vira filme

O cineasta brasileiro Chico Carneiro saiu do Brasil, mais precisamente da região amazônica, atravessou o oceano e foi parar em Moçambique, não apenas fazendo filmes, mas vivendo cinema.

Fórum Brasil África reunirá autoridades do governo brasileiro e de países africanos

O vice presidente brasileiro Hamilton Mourão, assim como diversas autoridades de governos africanos estarão presentes no Fórum Brasil África 2019. O fórum acontece nos dias 12 e 13 de novembro em São Paulo, e vai reunir também representantes do setor privado e da academia além de potenciais investidores. Em sua sétima edição, o tema do evento será “Segurança alimentar: caminho para o crescimento econômico”.

Brasil coopera com o Zimbábue para desenvolver cultura do algodão

O Brasil ocupa lugares de destaque tanto na produção como na exportação de algodão, atraindo diversos parceiros interessados em fortalecer o setor algodoeiro. O mais recente país a buscar o apoio do Brasil é o Zimbábue. Foi assinado um acordo entre os dois países para garantir capacitação e também a transferência de tecnologias brasileiras em algodão para o país africano.

Ipea discute oportunidade de negócios entre Brasil e África

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estará presente no Fórum Brasil África 2019 promovendo uma discussão sobre o potencial de negócios entre Brasil e os países africanos. Em um side event chamado “Desafios para o aprofundamento da cooperação entre o Brasil e os países africanos”, o instituto promoverá um debate com autoridades e representantes do setor econômico.

O futuro das relações entre Brasil e África é promissor, segundo Hamilton Mourão

"As relações com a África são e serão prioritárias para o Brasil e o para os brasileiros", declarou o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, durante a cerimônia de abertura do Fórum Brasil África 2019.