Uganda envia delegação para conhecer o programa de alimentação escolar do Brasil 

16 representantes de Uganda estão no Brasil onde participam de uma série de visitas técnicas e reuniões. A delegação ugandense quer conhecer de perto o sistema de alimentação escolar, particularmente o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Parte da equipe de Uganda

A missão foi organizada pelo Centro de Excelência contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos, e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). O roteiro inclui detalhes técnicos sobre a legislação que envolve o PNAE e a dinâmica do modelo de alimentação escolar conjugado com a agricultura familiar, além de visitas à escolas urbanas e rurais beneficiadas pelo Programa e também ao Centro de Distribuição de Alimentos (CEASA). Os representantes também conhecerão a realidade dos agricultores familiares que fornecem os alimentos consumidos nas escola, elementos fundamentais para o sucesso do programa.

“É muito gratificante ver que mais um país da África está vindo conhecer a experiência brasileira, que tem servido de modelos para tantos outros países.”

“Há todo um encadeamento de atividade produtiva do País que faz com que o programa se torne um assunto de política macroeconômica, com impacto direto no funcionamento de várias políticas públicas”, explica o embaixador Ruy Pereira, diretor da ABC. Segundo ele, o programa de alimentação escolar não é apenas um assunto educacional, uma vez que envolve muitos atores da cadeia produtiva, levando em consideração todas as fases que vão desde a produção, no campo, até o alimento servido no prato da merenda escolar. 

Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome, ressaltou a importância da presença de quatro ministros de Estado que participam da missão. “A presença de quatro ministros é uma amostra de que eles entendem que políticas públicas como essas são integradoras e que o sucesso delas depende dessa integração”, alertou. “Para nós é muito gratificante ver que mais um país da África está vindo conhecer a experiência brasileira, que tem servido de modelos para tantos outros países.”

Equipe brasileira

O Programa Nacional de Alimentação Escolar já existe há mais de 60 anos. Embora seja executado pelo Ministério da Educação, ele integra diversos atores envolvidos na cadeia produtiva do alimento.  “O Programa tem uma intersetorialidade com outros ministérios, que faz com que ele tenha uma magnitude”, destaca Valmo Xavier da Silva, coordenador-geral do PNAE. “Essa troca de experiências tem ajudado bastante a criação de programas de alimentação escolar em outros países e isso fortalece tanto a política pública brasileira como também aprendemos com a experiência de outros países”.

Embora não esteja diretamente envolvida com a missão, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) enviou o seu representante de Uganda, Antônio Querido, para conhecer de perto os detalhes do Programa que envolve a produção familiar de alimentos. “Nós, enquanto FAO, vemos a dimensão da agricultura familiar como um importante elemento de sucesso para o programa de alimentação escolar e acreditamos que as boas práticas brasileiras servirão de modelo para a realidade ugandense”.

 “O Programa tem uma intersetorialidade com outros ministérios, que faz com que ele tenha uma magnitude”

Para a Ministra da Educação e dos Esportes de Uganda, Rosemary Seninde Nansubuga, a missão pretende conhecer em profundidade o papel de cada um dos atores que participam do programa. “Nós sabemos que para nos desenvolvermos é preciso dar ênfase à educação”, disse. “Nossa política é clara sobre manter crianças nas escolas, mas muitas estão deixando a escola por causa da falta de alimentação, e queremos conhecer as boas práticas em alimentação escolar do Brasil para mudar isso”, lembrou “Ao final dessa missão, estaremos ricos em conhecimento”, conclui.

Com informações da ABC

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