Uganda também deve usar conhecimento brasileiro em coleta eletrônica de dados

O Brasil continua compartilhando com os países africanos sua expertise com o uso de novas tecnologias para o recenseamento. Depois de Cabo Verde e Senegal, Uganda entra na lista de parceiros do Brasil nesse aspecto. Representantes de diversas instituições se reuniram em Entebbe para discutir o projeto que envolve cooperação trilateral Sul-Sul para compartilhar conhecimentos em coleta eletrônica de dados para censos. 

Na ocasião, foi discutida a trajetória do projeto “Centros de Referência”, que possui uma parceria entre a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com instituições do Senegal e de Cabo Verde e com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). A ideia do evento era trazer uma perspectiva para a rodada de censos 2020 na África.

“Em 2014, a ABC, o UNFPA e o IBGE começaram a pensar em uma estratégia que pudesse atender a demandas em coleta de dados. Considerando o número de solicitações substantivas recebidas dos países africanos, que observam a rodada do censo 2020, considerou-se elaborar uma iniciativa que atingisse um número maior de países. Foi dessa forma que nasceu este projeto inovador”, explica Luciana Prazeres, representante do IBGE no projeto Centros de Referência.

Foto: Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde

“Cabo Verde foi o primeiro país africano a realizar uma coleta de dados totalmente digital. Utilizamos um dispositivo móvel de coleta em todas as fases da operação”, lembra  Maria de Lurdes Lopes, representante do Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV). “Era um risco, porque exigiu um esforço extra de todas as partes envolvidas e um investimento muito importante na capacidade dos técnicos do INECV. Graças à cooperação com nossos parceiros, a coleta foi um sucesso”. 

O projeto de cooperação com o Brasil e com Cabo Verde também permitiu a realização do Censo Geral da População e Habitat, Agricultura e Pecuária no Senegal. “Foi possível fazer a coleta eletrônica de dados por causa do empréstimo do Brasil de 20 mil dispositivos móveis. Isso foi especialmente possível graças ao apoio técnico fornecido pelo IBGE e pelo INECV”, contou Mamadou Niang, diretor da Agência Nacional de Estatística e Demografia do Senegal. 

Desenvolvido em 2016, o projeto Centros de Referência em Coleta Eletrônica de Dados na África tem o papel de fortalecer órgãos estatísticos nacionais a partir de abordagens inovadoras, que priorizam a troca de experiência e a construção colaborativa do conhecimento técnico. 

“Um país é capaz de disseminar para outros a capacidade de realizar coleta eletrônica de dados, da mesma forma como o Brasil tem feito,” afirma Guilherme Nogueira, representante da ABC na iniciativa.

Segundo ele, o projeto quer levar a expertise brasileira na realização eletrônica dos censos para mais países africanos e, em retorno, obter conhecimentos sobre a dinâmica dos centros de estatística do continente. “Não apenas o Brasil, como outros centros de referência podem também cooperar na área de coleta eletrônica de dados, e esse trabalho para o desenvolvimento pode ser feito por todos, criando uma onda positiva nessa direção”, finaliza.

Chico Carneiro, entre Amazônia e Moçambique, tudo vira filme

O cineasta brasileiro Chico Carneiro saiu do Brasil, mais precisamente da região amazônica, atravessou o oceano e foi parar em Moçambique, não apenas fazendo filmes, mas vivendo cinema.

Fórum Brasil África reunirá autoridades do governo brasileiro e de países africanos

O vice presidente brasileiro Hamilton Mourão, assim como diversas autoridades de governos africanos estarão presentes no Fórum Brasil África 2019. O fórum acontece nos dias 12 e 13 de novembro em São Paulo, e vai reunir também representantes do setor privado e da academia além de potenciais investidores. Em sua sétima edição, o tema do evento será “Segurança alimentar: caminho para o crescimento econômico”.

Brasil coopera com o Zimbábue para desenvolver cultura do algodão

O Brasil ocupa lugares de destaque tanto na produção como na exportação de algodão, atraindo diversos parceiros interessados em fortalecer o setor algodoeiro. O mais recente país a buscar o apoio do Brasil é o Zimbábue. Foi assinado um acordo entre os dois países para garantir capacitação e também a transferência de tecnologias brasileiras em algodão para o país africano.

Ipea discute oportunidade de negócios entre Brasil e África

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estará presente no Fórum Brasil África 2019 promovendo uma discussão sobre o potencial de negócios entre Brasil e os países africanos. Em um side event chamado “Desafios para o aprofundamento da cooperação entre o Brasil e os países africanos”, o instituto promoverá um debate com autoridades e representantes do setor econômico.

O futuro das relações entre Brasil e África é promissor, segundo Hamilton Mourão

"As relações com a África são e serão prioritárias para o Brasil e o para os brasileiros", declarou o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, durante a cerimônia de abertura do Fórum Brasil África 2019.