Com a chegada de 2019, há início do novo governo brasileiro, liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, que tomou posse no dia 1º de janeiro. Como é tradicional, no dia seguinte foi a vez dos novos ministros assumirem seus cargos, e a pasta de Relações Exteriores será liderada por Ernesto Fraga Araújo, diplomata há quase 30 anos, e com experiência profissional nas temáticas de integração regional e negociações extra-regionais.

Antes de assumir o Ministério, Ernesto Araújo estava como diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Também serviu como diplomata na Alemanha, no Canadá e nos Estados Unidos.

O ministro foi anunciado no dia 14 de novembro através do Twitter de Jair Bolsonaro.

A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores.

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) November 14, 2018

Ernesto Araújo é o novo Ministro de Relações Exteriores (Foto: Valter Campanato –Agência Brasil)

Ernesto substitui o senador Aloysio Nunes que, à época do anúncio, emitiu uma nota elogiando o novo chanceler, “Ernesto Araújo tem sido um servidor exemplar e está mais do que talhado para bem servir ao Brasil nas elevadas atribuições que lhe são agora confiadas”, declarou.

Em textos publicados em seu site, Ernesto Araújo já demonstrou apreço pelo trabalho desenvolvido pelo presidente norte-americano Donald Trump e é crítico do que chama de globalismo, que seria “um sistema anti-humano e anticristão”.

Em seu discurso de posse, o ministro afirmou que o Itamaraty terá perfil mais elevado e engajado na promoção do agronegócio, do comércio, dos investimentos e da tecnologia, aproximando-se, assim, do setor produtivo nacional.

“Nós orientaremos todas as relações bilaterais e multilaterais para a geração de resultados concretos para o emprego, a renda e para a segurança dos brasileiros. Ao mesmo tempo que as relações bilaterais, investiremos renovado esforço também nas negociações multilaterais, especialmente na OMC, que está construindo uma nova e promissora agenda da qual, hoje, o Brasil ainda está de fora, mas na qual entrará com todo o seu peso e toda sua criatividade”, conclui.

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