Com objetivo de aumentar a conscientização e o engajamento regional sobre economia verde, a Organização Mundial da Economia Verde (WGEO), em conjunto com a ONU e alguns parceiros estratégicos, lançou internacionalmente as Conferências Ministeriais Regionais para discutir a temática. Os eventos são divididos em cinco regiões: Ásia-Pacífico; África; Américas; Oriente Médio e Norte da África; e Europa e Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

As conferências buscam identificar possibilidades para disseminação e adoção de novas tecnologias limpas e verdes. Essa ação se dá dentro da Cooperação Sul-Sul e Triangular, e também de acordo com a Agenda de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030. Além disso, também se pretende analisar o que impede a ecoinovação das regiões, incluindo a falta ou acesso limitado a instrumentos financeiros verdes relevantes.

As conferências têm três áreas principais de foco: melhorar os marcos regulatórios e políticas para economia verde; promover investimentos verdes inovadores por meio de parcerias público-privadas; e aumentar a capacidade de cada país para o desenvolvimento de ações verdes holísticas.

Com esses eventos, a WGEO espera explorar as oportunidades que existem hoje para alcançar uma transição de impacto e perceptível para a economia verde. As Conferências Ministeriais Regionais vão focar em medidas práticas que os países podem adotar para iniciar e facilitar essa transição.

As cidades-sede

As Conferências Ministeriais Regionais sobre Economia Verde 2019 já tiveram início na cidade de Bangkok, na Tailândia, que recebeu ministros e autoridades entre os dias 10 e 12 de junho. O encontro buscou promover soluções aplicáveis de economia verde, baseadas em evidências e discussões entre os participantes.

— WGEO (@WGEO_org) June 10, 2019

Na sequência de Bangkok, Cairo, no Egito, vai receber os representantes do continente africano para discutir a temática entre os 17 e 19 de junho e Fortaleza, no Brasil, receberá as autoridades das Américas entre os dias 24 e 26 de junho.

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Já a cidade de Manama, no Bahrein, será a sede da Conferência Ministerial Regional do Oriente Médio e Norte da África entre os dias 2 e 4 de julho. O encerramento dos encontros será em Tashkent, capital do Uzbequistão, que receberá as autoridades da Europa e Comunidade dos Estados Independentes.

Após os cinco encontros, as discussões e soluções apresentadas nas Conferências Ministeriais Regionais serão usadas para expandir os debates na Cúpula Mundial da Economia Verde (World Green Economy Summit – WGES), que acontecerá em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 20 e 21 de outubro.

+ O Instituto Brasil África é um dos apoiadores da Conferência Regional Ministerial das Américas

Economia verde

A transição para um modelo de economia verde requer um quadro político que atraia a atividade econômica geral para os setores verdes, criando oportunidades de investimento e desenvolvimento de negócios. A criação desse ambiente propício pode incluir vários elementos, como envolver estruturas legislativas nacionais, criar políticas, incentivos fiscais e subsídios, bem como simplificar o acesso a mercados internacionais e assistência técnica.

A inovação tecnológica, outro aspecto importante, está no cerne da transição para uma economia verde: é por causa dos recentes avanços na área das tecnologias limpas que toda a ideia de uma economia mais verde foi possível. Dessa forma, inovações tecnológicas adicionais vão estar diretamente relacionadas à velocidade e à qualidade com as quais nossas sociedades convencionais se converterão em sociedades mais verdes.

Uma característica fundamental de todos os instrumentos financeiros verdes é que eles possibilitam empréstimos/investimentos levando em conta critérios de sustentabilidade ambiental. Enquanto o financiamento verde compreende vários instrumentos financeiros, como fundos públicos, capital de risco e investidores-anjo, financiamento de projetos, capital, dívida, fundos de pensão e títulos de infraestrutura verde, a transição para uma economia mais verde requer o investimento de recursos financeiros significativos em setores verdes.

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