“Ciclones são demonstrações das alterações climáticas” diz Guterres, em Moçambique

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, esteve em Moçambique avaliando os rastros de destruição deixados pelos ciclones Idai e Kenneth, que assolaram o país nos últimos meses. Por lá, Guterres disse que os fenômenos foram “uma demonstração clara do que as alterações climáticas estão produzindo”.

Convidado pelo presidente moçambicano Filipe Nyusi, António Guterres afirmou que a visita foi “algo de coração”. O país no sudeste africano foi atingido por dois ciclones em pouco mais de um mês, deixando mais de 2 milhões pessoas de sob necessidade de ajuda humanitária. “Apesar disso, Moçambique não contribui realmente para o aquecimento global, mas está na vanguarda das vítimas deste”, afirmou.

De acordo com estimativas do governo de Moçambique, o país precisa de mais de 3 bilhões de dólares para se reconstruir. O valor arrecadado até o momento, no entanto, não chega a 50% do necessário.

“Moçambique tem direito de exigir solidariedade e apoio da comunidade internacional, tanto em relação à tragédia criada pelas tempestades que assolaram o país, quanto na reconstrução e preparação para situações futuras”, argumentou Guterres.

A reconstrução  e os próximos passos do país

Segunda maior cidade do país, Beira foi a mais fortemente atingida. Segundo números oficiais, 90% da cidade foi destruída pelo ciclone Idai. Durante a visita do secretário-geral, parte da população chegou a afirmar “não ter para onde voltar”.

A União Europeia tem manifestado apoio neste momento de reconstrução de Moçambique. Além dos 200 milhões de euros arrecadados para ajudar na reconstrução do país, a organização pretende investir no desenvolvimento do setor rural moçambicano.

Segundo António Sanchez, embaixador da UE em Moçambique, os investimentos serão feitos nas províncias de Nampula e Zambézia no valor de 340 milhões de euros. O dinheiro será aplicado nos seguintes setores: reabilitação de estradas; energia sustentável; agricultura; nutrição; proteção da biodiversidade; e desenvolvimento de um ambiente de negócios.

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