Brazil Africa Forum

ONU apoia iniciativa em Moçambique para acelerar reconstruções após ciclones

A Organização das Nações Unidas e o Governo de Moçambique assinaram um acordo para dar início ao “Projeto do Mecanismo de Recuperação”. O projeto terá duração de cinco anos, entre 2019 e 2024, e será implementado com investimento US$ 72 milhões. A iniciativa será executada com a ajuda de agência de recuperação formada para acelerar a reconstrução resiliente do país após os danos causados pelos ciclones Idai e Kenneth este ano.

“Este Mecanismo de Recuperação possui três pilares principais, que são o fortalecimento institucional do Gabinete de Reconstrução Pós Ciclone Idai, habitação e infra estruturas comunitárias e meios de subsistência e empoderamento económico das mulheres, e prestará atenção particular às mulheres e à grupos vulneráveis”, declarou o representante interino do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Alfredo Teixeira.

Trajeto dos ciclones Idai e Kenneth (Portal Defesa Civil Brasil)

Cerca de 285 mil casas foram destruídas após a passagem de duas tempestades tropicais fortes pelo país na mesma estação. O ciclone Idai passou pelas províncias centrais do país em março, causou pelo menos 604 mortes e afetou aproximadamente 1,8 milhões de pessoas. Em abril, o outro ciclone, Kenneth, deixou 45 mortos e afetou 250 mil pessoas no norte do país. Foi a primeira vez desde que há registo que dois ciclones tropicais fortes atingiram Moçambique na mesma estação.

Leia Também: “Ciclones são demonstrações das alterações climáticas” diz Guterres, em Moçambique

Apoio Internacional

Doadores internacionais prometeram contribuir com US$ 1,3 bilhão dos US $ 3,2 bilhões pedidos pelo governo moçambicano para a reconstrução das áreas afetadas. Em março o Brasil contribuiu com 100 mil euros por meio de fundo solidário criado no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de enviar agentes da força nacional para o país. Em abril o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou financiamento emergencial de US$ 118,2 milhões.

Resiliência

“Nós queremos, de imediato, criar condições para que as populações que ficaram afetadas possam rapidamente recuperar-se. Porque tudo o resto só será possível com a força humana em condições de o fazer. Portanto, ao falar em infraestruturas sem olhar para a componente social estaríamos a colocar a carroça à frente dos bois. Então, queremos apostar numa primeira fazer em recuperar o tecido humano.” afirmou o ministro das Obras Públicas e Habitação de Moçambique, João Machatine.

Cerimônia de assinatura do projeto (Pnud/Emídio Josine)

O representante do PNUD reiterou que este acordo é apenas o começo desse processo. Levando em consideração que Moçambique e o seu povo precisam e demandam uma agenda de ação para implementar  o programa, e de resultados concretos, para a recuperação do país e para seu desenvolvimento sustentável.

Top 5

Fortaleza recebe primeiro data center da Angola Cables no Brasil

Após instalar dois cabos de fibra ótica em Fortaleza (o Monet, que vai até os Estados Unidos; e o SACS, que se conecta com...

Pesquisa e inovação impactam a agricultura do Brasil

São abundantes as manifestações de lideranças ao redor do mundo em reconhecimento à trajetória virtuosa da pesquisa agropecuária brasileira nos últimos quarenta anos. Graças...

Bienal do livro do Ceará receberá três autores africanos

Três escritores africanos estarão participando da Bienal Internacional do Livro do Ceará, que será realizada em Fortaleza entre os dias 16 a 25 de...

Acordo preferencial eleva exportações sul-africanas ao Brasil

As exportações sul-africanas para o Brasil aumentaram de US$483 milhões em 2017 para US$ 663 milhões em 2018. As informações foram reveladas pela representante econômica...

Fórum Brasil África 2019: Segurança Alimentar em foco

A problemática da fome tem se tornado cada vez mais recorrente, embora ela tenha estado em declínio nos últimos anos, segundo informações da Organização...