Ajuda humanitária em Moçambique conta com insumos e medicamentos brasileiros

O governo brasileiro enviou para Moçambique seis kits, com 870kg de medicamentos e insumos. A quantidade será suficiente para atender até 3 mil pessoas por um período de três meses. O material foi enviado pelos dois aviões da Força Aérea Brasileira que partiram em direção ao país africano, que foi fortemente afetado pelo ciclone Idai no último mês de março.

“O Brasil contribui para apoiar outros países em situação de necessidade emergencial. Essas doações, que acontecem por meio de cooperação humanitária, não privam os brasileiros do direito ao acesso a medicamentos, que são enviados apenas quando não comprometem o abastecimento nacional”, garante o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta.  

Leia também: Equipe brasileira de ajuda humanitária ficará em Moçambique até junho

Photo: Denis Onyodi/Cruz Vermelha/EPA

Os kits são compostos de medicamentos diversos, dentre eles antibióticos, anti-hipertensivos e antitérmicos, como penicilina, amoxicilina, paracetamol e soro para hidratação; além de materiais de primeiros socorros, como ataduras, gazes, luvas, máscaras, seringas, esparadrapos, entre outros. Cada um é capaz de atender até 500 pessoas por um período de três meses.

Contribuição da Fiocruz

A força-tarefa do Ministério da Saúde contou com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Logo após a passagem do ciclone Idai, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da instituição, Marco Krieger, esteve em missão ao país, acompanhado por uma delegação, para estabelecer contatos com autoridades da região e determinar as principais necessidades da população e das instituições locais. Depois disso, foi organizada uma reunião com representantes de várias unidades técnico-científicas, para determinar o tipo de ajuda que as unidades poderiam oferecer.

Leia também: Sudeste africano: a força da solidariedade

Por mais de uma década, a Fiocruz esteve envolvida em projetos de cooperação com Moçambique. Esses projetos são dedicados a questões locais de saúde, que incluem cursos de pós-graduação em diferentes áreas e treinamento em serviço. Atualmente, doze estudantes moçambicanos estão fazendo cursos de pós-graduação no Brasil, mais precisamente no Instituto Oswaldo Cruz e no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), no campus de Manguinhos.

Destruição

No dia 14 de março, o ciclone Idai chegou a Moçambique com ventos de mais de 170 km/h e foi seguido por fortes chuvas. A sua passagem danificou as casas, provocou inundações e deixou em ruínas 90% da cidade portuária da Beira, a segunda maior do país. Mais de 1,85 milhão de pessoas foram afetadas. Dois países vizinhos, Zimbabwe e Malawi, também foram afetados.

Top 5

Fortaleza recebe primeiro data center da Angola Cables no Brasil

Após instalar dois cabos de fibra ótica em Fortaleza (o Monet, que vai até os Estados Unidos; e o SACS, que se conecta com...

Pesquisa e inovação impactam a agricultura do Brasil

São abundantes as manifestações de lideranças ao redor do mundo em reconhecimento à trajetória virtuosa da pesquisa agropecuária brasileira nos últimos quarenta anos. Graças...

Bienal do livro do Ceará receberá três autores africanos

Três escritores africanos estarão participando da Bienal Internacional do Livro do Ceará, que será realizada em Fortaleza entre os dias 16 a 25 de...

Acordo preferencial eleva exportações sul-africanas ao Brasil

As exportações sul-africanas para o Brasil aumentaram de US$483 milhões em 2017 para US$ 663 milhões em 2018. As informações foram reveladas pela representante econômica...

Fórum Brasil África 2019: Segurança Alimentar em foco

A problemática da fome tem se tornado cada vez mais recorrente, embora ela tenha estado em declínio nos últimos anos, segundo informações da Organização...