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Unodc abre escritório em Moçambique

A Agência das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), pretende apoiar o governo de Moçambique no combate ao crime organizado, drogas e terrorismo. A agência irá prestar assistência técnica e legislativa ao país. Um Plano de Ação Estratégico em resposta ao crime organizado transnacional, drogas e terrorismo foi discutido entre especialistas reunidos, durante os dias 10 a 12 de setembro, em Maputo. 

O plano pretende fortalecer o sistema de justiça criminal em Moçambique e terá em consideração as prioridades estabelecidas pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)  e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

Segundo a integrante do gabinete de combate as Drogas em Moçambique, Nadir Izdine, o país precisa enfrentar alguns problemas ligados ao tráfico. “Temos uma série de questões que precisamos do apoio da comunidade internacional para fazer face a esta calamidade”, diz. 

Ela também espera uma revisão na legislação do País. “A nossa legislação é antiga, tem cerca de 20 anos de existência”, explica “Temos consciência de algumas omissões e estamos neste momento preocupados em rever a legislação. Estamos num processo de auscultação das várias sensibilidades sobre a necessidade de rever a legislação em vigor”. 

O Unodc também é o guardião da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. 

Nosso plano é desenvolver um programa de trabalho conjunto para apoiar o governo de Moçambique no marco de uma estratégia regional com os países da Sadc, desafios veiculados nos temas de tráficos ilícitos de drogas, pessoas, corrupção, justiça criminal e também o tema da saúde vinculado ao abuso e consumo de drogas e HIV/Sida veiculado à drogas injetáveis”, explica o representante César Guedes.

Crimes contra a Natureza 

Os crimes relacionados à natureza também estão  entre os grandes desafios a serem superados pelo país. Grupos criminosos ganham cerca de US$ 23 bilhões por ano com crimes contra a vida selvagem e florestas, o que constitui grande parte dos US$ 90 bilhões por ano gerados coletivamente pelo crime organizado transnacional na região.

Dados da Unodc indicam que, nas últimas décadas, Moçambique perdeu 80% de sua população de elefantes. Estes crimes são uma fonte de financiamento na África Oriental e Austral.

Fórum Brasil África reunirá autoridades do governo brasileiro e de países africanos

O vice presidente brasileiro Hamilton Mourão, assim como diversas autoridades de governos africanos estarão presentes no Fórum Brasil África 2019. O fórum acontece nos dias 12 e 13 de novembro em São Paulo, e vai reunir também representantes do setor privado e da academia além de potenciais investidores. Em sua sétima edição, o tema do evento será “Segurança alimentar: caminho para o crescimento econômico”.

Ipea discute oportunidade de negócios entre Brasil e África

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estará presente no Fórum Brasil África 2019 promovendo uma discussão sobre o potencial de negócios entre Brasil e os países africanos. Em um side event chamado “Desafios para o aprofundamento da cooperação entre o Brasil e os países africanos”, o instituto promoverá um debate com autoridades e representantes do setor econômico.

O futuro das relações entre Brasil e África é promissor, segundo Hamilton Mourão

"As relações com a África são e serão prioritárias para o Brasil e o para os brasileiros", declarou o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, durante a cerimônia de abertura do Fórum Brasil África 2019.

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