Ruanda e Gana usam drones para entregar remédios em áreas remotas

Os veículos aéreos não-tripulados, popularmente conhecidos como drones, têm sido trunfo de empresas das áreas de segurança e entretenimento, pois com sua versatilidade, conseguem realizar filmagens onde uma pessoa não conseguiria. Entretanto, a gama de funções dos drones têm aumentado na África. Em alguns países, eles estão sendo utilizados para salvar vidas com entregas de medicamentos em áreas remotas.

Drone da Zipline sendo utilizado em Ruanda (Foto: Zipline/Divulgação)

O início da expansão do uso drones com esse propósito começou em Ruanda, já em 2016. Por ser um país majoritariamente rural e com áreas remotas que dificultam o acesso, o governo firmou parceria com a empresa norte-americana Zipline, que realiza entrega de medicamentos, vacinas e até sangue para transfusão.

Os drones da empresa partem de centros de distribuição e conseguem fazer entregas em clínicas de saúde situadas em um raio de até 75km. Ao chegar no local de destino, os veículos liberam a carga com a medicação, equipada com um pequeno paraquedas. Desde então, a Zipline realizou mais de 10.000 entregas em Ruanda.

Pegando carona no sucesso que os drones têm apresentado em Ruanda, o governo de Gana também firmou parceria com a Zipline. Por lá, a empresa planeja administrar 600 voos diários, entregando medicamentos, vacinas e sangue. 12 milhões de pessoas já foram beneficiadas em um primeiro momento. Segundo a empresa, esse é o maior serviços de entregas por drone no mundo.

O presidente do país, Nana Akufo- Addo, afirmou, no momento de oficialização da parceria, no dia 24 de abril, que nenhum habitante de Gana deveria morrer por falta de acesso à medicamentos que precisam com emergência. “[Este serviço] representa um grande passo importante para que todos nesse país tenha acesso universal à remédios que podem salvar suas vidas”, argumentou. Com a parceria, o governo ganês concedeu US$12 milhões à Zipline para que execute o projeto por quatro anos.

Segundo a Zipline, o serviço funcionará ininterruptamente de quatro centros de distribuição, atendendo 2.000 clínicas de saúde no país. Para solicitar o serviço, é necessário apenas o envio de uma mensagem de texto. Os medicamentos chegarão ao destino em até meia hora.

De acordo com Seth Berkley, CEO da Aliança Global de Vacinas (Gavi, em inglês), a capacidade do governo de suplementar à necessidade por vacinas em um serviço sob demanda permitirá que sempre hajam vacinas para a população de Gana. “Este é um desenvolvimento empolgante para a Gavi, que garantirá que não deixemos ninguém para trás e nos ajudará a proteger mais crianças que vivem em áreas remotas contra doenças evitáveis por vacinação”, finalizou.

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